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PARTE 09: O verdadeiro conhecimento

Artigo extraído do excelente Blog da Lili (http://blogdalilii.blogspot.com)

“Outro dia vi alguém desdenhar outra pessoa por seu grau de qualificação. Faculdade e graduação são primordiais para ser alguém. Será mesmo? Não questiono a importância dos estudos, ao contrário, no mundo coorporativo atual, graduação é pré-requisito para qualquer cargo.

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Mas a grande pergunta é: Ter formação acadêmica é o que nos faz “ser alguém”? Será o diploma que nos confere credibilidade? Serão os bancos acadêmicos que nos proporcionam caráter? Infelizmente (ou felizmente!), desde muito cedo aprendi que valores como dignidade, respeito e caráter, são heranças que trazemos do berço e, que de nada adiantam faculdades e especializações se não nos especializamos na arte de viver!

Somos fruto das nossas vivências e das lições que aprendemos com as dificuldades e obstáculos que a vida nos impõe. Cada um pode assumir o seu papel, aumentando os problemas ou fazendo parte das soluções. Cada um pode tornar-se por vontade própria vitima ou herói nas situações. Respeito ao próximo e suas crenças, humildade, reconhecimento ao outro, carinho, honestidade, trabalho em equipe, simpatia, iniciativa e até mesmo competência, são características intrínsecas a personalidade de cada um, que não acompanham o diploma.

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Prova disso, são centenas de recém formados (ou não tão “recém”) que ficam impossibilitados de exercer sua profissão por falta destes requisitos. Creio que o grande segredo para o sucesso, sempre tão almejado, não esteja basicamente relacionado ao nível de formação ou ao nome da faculdade, mas certamente, está atrelado ao trabalho sério e ético, baseado nos conceitos e valores que acompanham o caráter.

Conheço inúmeros casos de autodidatas que mal freqüentaram os primeiros anos dos bancos escolares, mas que se tornaram grandes personalidades por sua capacidade de aceitar o desafio e se adaptar a mudança. Grandes homens (ou mulheres), não são os que gritam alto e impõe sua vontade pela força, mas aqueles que conquistam seguidores por sua personalidade e liderança. (Mandar é bem diferente de comandar).” Liliane Pappen Vice Presidente do Instituto Escola do Chimarrão

PARTE 08: O cafezinho nunca é de graça

Ao escrever este artigo estava tomando um mate e revendo o filme: “A rede social” – sobre o Facebook – e a meteórica ascensão de Mark Zuckerberg, eleito o homem do ano pela revista Time é a pessoa mais jovem a figurar na lista dos mais ricos do mundo da Forbes. Este filme me fez analisar o quanto a criatividade é importante par ao crescimento.

Por ser captador de recursos dos festejos farroupilhas de Porto Alegre e, também, do MTG, muita gente me procura para pedir patrocínios para sua entidade. As empresas patrocinam um projeto cultural para se diferenciar das demais concorrentes, a partir do momento em que, toma para si, determinados valores relativos àquele projeto. Também para se comunicar com seu público alvo e mostra para a sociedade que não está fechada somente em torno da sua lucratividade e de seus negócios.

Então, para isso, é necessário oferecer um retorno à empresa investidora. Ninguém dá dinheiro só por dar. O patrocínio é uma via de duas mãos. O retorno deverá aparecer nos gráficos estabelecidos no acordo. Quando o Face foi criado, sem a pretensão de chegar aonde chegou, foi na base da criatividade de jovens estudantes de Harvard. A idéia inicial era reunir em um site os amigos das universidades. Em pouco tempo os números adquiridos pelo site tomaram proporções incríveis deixando seu dono bilionário.

Transportando esta idéia para nossas entidades. Como está o quadro de associados do CTG? Qual é a vantagem de me associar ao CTG? Quantas pessoas freqüentam meus eventos? Temos um planejamento anual para a entidade? Temos um planejamento a longo prazo (tipo 3 anos)? Os nossos eventos se diferenciam dos eventos do outro CTG? Que indicadores teríamos para mostrar a um pretenso investidor, apresentando números que mostram o resultado do trabalho que tem sido desenvolvido no CTG?

Todas essas perguntas fizemos em 2001 quando iniciamos um trabalho de reestruturação no MTG e na Fundação Cultural Gaúcha. Censo tradicionalista, planejamento estratégico 2006/2015, Desfiles Temáticos, Parceiros Sustentáveis, Banco de Projetos e outras atividades que planejamos e colocamos em prática. Não é à toa que os festejos farroupilhas, de um pequeno acampamento de lona no centro da capital, se transformou na maior festa popular do RS. E que o ENART está indo pelo mesmo caminho.

Mas eu lembro às entidades: Ninguém dá nada de graça. Nunca esqueça: “O cafezinho nunca é de graça”, de uma forma ou de outra, ele é pago. Tudo o que for investido no patrocínio retornará de alguma forma. Caso contrário ninguém investirá.

Aos nossos CTGs: Defina sua Missão (para que existe o CTG?) Planeje a curto, médio e longo prazos. Formule objetivos, estratégias e metas. Estude os pontos fortes e fracos da entidade. Registre tudo, pois isso serve para a história e para futuros projetos, pois não adianta mentir números. Ao conseguir um apoiador ou patrocinador, mantenha-o informado sobre o progresso e o status dos projetos por ele financiados. Convide-o sempre para visitar as atividades que ele ajuda a financiar mostrando sempre os benefícios do projeto. Organize eventos de homenagem ao apoiador/investidor. Este é o caminho. Não existe fórmula mágica. Busque o conhecimento e seja criativo como Mark Zuckerberg e alavanque sua entidade.

Blog: rogeriobastos.blogspot.com


PARTE 07: Tipos de eventos que organizamos

12/09/2011 Normalmente realizamos uma série de eventos, como encontros, exposições, seminários, palestras, mostras, etc. durante nossa vivência no tradicionalismo ou mesmo em nossa vida profissional.  Vamos tentar reconhecer cada um deles, diferenciando-os, para que quando organizarmos os eventos, possamos convidar as pessoas sem confundi-las. Em diversas oportunidades as pessoas são convidadas para uma coisa e chegando lá, é outra. Por exemplo, uma pessoa é convidada para ser mediador de um evento, ou moderador, chega lá e o público está esperando uma palestra. Qual a diferença de um evento para o outro? Vejamos:

ENCONTROS: São eventos com porte e duração variáveis, nos quais as pessoas se reúnem com a finalidade de discutir temas diversos de interesse comum.

Alguns tipos de Encontros:


CONFERENCIA: É a exposição de um assunto de amplo conhecimento de um conferencista, que geralmente é uma pessoa reconhecidamente competente. Após a explanação a palavra pode ser passada a platéia para perguntas. Assegura-se o direito de não abrir ao público no caso  de ser realizada na abertura de um evento maior, pois pode comprometer a ordem do dia.

PALESTRA: É a exposição de um assunto para uma platéia relativamente pequena, de natureza educativa, onde os espectadores já possuem um certo conhecimento deste assunto. Pode ser organizada em ciclos.

SIMPÓSIO: São vários expositores com a presença de uma coordenação. Geralmente o tema é científico. O Objetivo não é debater, mas realizar um intercâmbio de informações.

PAINEL: Há debate entre os expositores, sob a coordenação de um moderador, cabendo a platéia o comportamento de expectadora, sem a formulação de perguntas à mesa.

MESA REDONDA: Parecido com o Painel, mas o moderador estabelece tempo para cada um dos expositores e a platéia pode encaminhar questionamentos à mesa.

CONVENÇÃO: Exposição de vários assuntos, por várias pessoas, com a presença de um coordenador. A dinâmica é escolhida pelo organizador quando a duração é de vários dias. Reúne vários elementos em torno de um só evento, especifico.

CONGRESSO: Realizado em vários dias, inclui outros encontros dentro de si. Constitui-se num evento de grande porte que engloba, inclusive, atividades sociais para os participantes. As entidades que organizam, tem por finalidades estudar temas cujas conclusões serão adotadas no ano posterior, ou depois de encaminhadas aos tramites normais. Os Congressos podem ser Regionais, Nacionais ou Internacionais.

SEMINÁRIO: A exposição é feita por uma ou mais pessoas com a presença de um coordenador. O assunto exposto é do conhecimento da platéia que participa em forma de grupos. Geralmente se divide em três partes: Exposição, Discussão e Conclusão.

FÓRUM: A apresentação das exposições é feita com a presença de um coordenador, onde acontecem discussões e debates. A platéia participa com questionamentos, quando, ao final, o coordenador da mesa colhe as opiniões e apresenta uma conclusão representando a opinião da maioria. Pode ter a duração de um ou mais dias.

JORNADA: São encontros de grupos de uma determinada área, de âmbito regional, para discutir assuntos de interesse do grupo. É promovido por entidades de classe com duração de vários dias. As conclusões devem servir de diretrizes para a classe envolvida.

OFICINA/WORKSHOP: São encontros onde há uma parte expositiva  seguida de uma demonstrativa do objeto que gerou o evento. A oficina é usada mais na parte educacional já o workshop na área comercial/empresarial. Ambos podem fazer parte de um evento de maior porte.
Ainda temos encontros de convivência como coquetéis, almoços, jantares, banquetes, churrascos, happy-hour, coffee-breaks, reunião-almoço...


PARTE 06: Fale Bem...Não dê desculpas

5/09/2011 No meio tradicionalista somos colocados muitas vezes à prova. Tanto membros de patronagens, prendas, peões, posteiros, enfim, todos nós, um dia, temos de pegar o “tal” microfone e sair falando para uma platéia. Quando não somos colocados frente à uma platéia ansiosa para testar nossos conhecimentos. O “Proseando com Tendência” foi um instrumentalizador dos tradicionalistas para que estes pudessem desenvolver suas palestras, apresentações, reuniões, com segurança e com dinamismo. Vamos nesta edição à mais algumas dicas que julgamos importantes.

Quando estiver sentindo que algo na está bem em seu organismo (dor de cabeça, febre, rouquidão...) não chegue ao público pedindo desculpas. Em determinadas circunstancias pode ser demonstração de falta de condições, ao invés de ajudá-lo. Ao pedir desculpas por estar rouco, e que não reparem em sua voz que poderá falhar, fará com que seus ouvintes fiquem o tempo todo prestando atenção na sua voz, esperando a hora em que ela irá falhar. Jamais peça desculpas por não conhecer o assunto, ter sido improvisado na palestra ou na fala. Primeiro, porque se não conhecesse o assunto não deveria estar ali falando. Dizendo que não conhece o assunto, automaticamente fará o público perder o interesse pelas informações que você traria. Não estamos dizendo que não deva pedir desculpas nunca, pois se chegares atrasado, as pessoas, no mínimo, irão querer saber o que aconteceu.

Quando estiveres proferindo sua palestra e os ouvintes não prestarem atenção, sua participação poderá ser considerada um fracasso. Empenhe-se em despertar o interesse do público logo no inicio. Use uma frase que provoque impacto, lance mão de um fato bem-humorado, conte uma história interessante, levante uma reflexão ou mostre os benefícios da platéia. Não tenha ilusões, pois os ouvintes são interesseiros e somente se motivarão quando sentirem que obterão alguma vantagem, algum tipo de lucro, prestigio social, ou crescimento profissional .

Capriche no encerramento. Muitos palestrantes costumam encerrar suas falas com tom de voz de quem pretendia passar mais algumas informações e, depois de uma pausa prolongada, soltam a celebre frase: “Então ...era isso que eu tinha pra dizer. Obrigado!”.Use a criatividade. Elogie honestamente os ouvintes, isso faz com que as pessoas torçam pelo resultado positivo da apresentação. Conte um fato histórico de encerramento, pois isso faz com que o ouvinte associe a mensagem coma narrativa, lembrando das informações.Aproveite um fato bem humorado e utilize uma circunstancia. A circunstancia de pessoa, de lugar ou de tempo, é um recurso excepcional para demonstrar maior identidade do palestrante com os ouvintes e desarmá-los de possíveis resistências remanescentes.


Mais informações sobre como prosear com tenência no blog: rogeriobastos.blogspot.com


PARTE 05: Fale com envolvimento, demonstrando conhecimento. Cuide sua Voz!

29/08/2011 Não fale simplesmente por falar. Se você transmite uma mensagem, por melhor que ela seja, apenas para cumprir obrigação, não envolverá quem tem que ser envolvido. Fale sempre com energia e disposição, entusiasmo, com emoção. Se você não mostrar interesse pelo que apresenta como espera que as pessoas se interessem e se envolvam com o assunto?

Para que os ouvintes se interessem e sejam envolvidos, você deve parecer sempre verdadeiro. Quando você estiver parecendo natural e com emoção, estará alicerçado para que possa conseguir o que procuras na platéia: A credibilidade. Procure ser sempre Natural, fale com emoção, conquiste a credibilidade das pessoas e terás sempre o caminho livre para alcançar suas vitórias no meio da comunicação. Mas não esqueça do óbvio... Você precisa, além disso, demonstrar conhecimento sobre o assunto que estiver falando.

As pessoas precisam perceber que as informações que você transmite são fruto da sua experiência, das suas pesquisas, das suas atividades, expressas em sua oratória. Aproveite sempre as oportunidades para cercar-se de informações que complementem seu conhecimento: Muita leitura e participação em eventos que abordem temas similares. A vida é uma constante aprendizagem. Quando fores falar em um assunto, torne-se uma autoridade no tema. Esta segurança será percebida pelos ouvintes e transformada em credibilidade mais tarde. Tenha conhecimento e demonstre preparo na hora de falar.Quando se sentir pronto....vá em frente, como uma “Fera”, mas não pare: prepare-se mais ainda.

Não esqueça...”Um discurso, é o espelho da alma. Um homem é aquilo que fala.” Sua voz é o seu cartão de visitas.  Quer você seja chato ou cativante, muitas coisas dependem do tom da sua voz. Não a deixe monótona ou faça um discurso frouxo. Seja firme e decidido. A forma com você se apresenta, diz quem e como você é. As percepções iniciais que uma pessoa tem pela outra são três: Visual (como parecemos), vocal (como soamos) e verbal (o que dizemos). Nossa sonoridade representa quase 40% de como somos percebidos. Quantas pessoas nos imaginaram de uma outra forma falando conosco pelo telefone, ou através de nossa voz nas rádios?

Uma voz não é uma coisa neutra, pode ser tanto um trunfo maravilhoso quanto um risco sério. Pode expressar controle e confiança como pode demonstrar falta de ambos. Para tornar-se interessante para a platéia, o orador deve inserir algo interessante a cada 3 ou 4 minutos. Não significa que devemos ficar contando historinhas e piadas, pode-se usar a voz também, para obter atenção imediata. Use alterar o volume, o tom da voz. Deixe sua voz baixar suavemente e, de repente eleve-a o mais alto possível. Dê ênfase às coisas importantes.


PARTE 04: Perdendo os medos

18/08/2011 Seja Prudente... Não se jogue contra o público. Ao tratar de algum assunto polêmico em sua palestra, você terá algumas pessoas a favor e outras contra a mensagem transmitida. Não se jogue “de peito aberto” à discussão. Não dê sua opinião antes, vá “comendo pelas bordas”, ou seja, ouça as opiniões antes, com certeza existirão pontos comuns. Aprenda a identificá-los e crie espaços de neutralidade na discussão, para que você transite com segurança.

A regra é bastante simples: Você inicia a apresentação apontando os pontos de convergência, aonde as pessoas irão se identificar, pelo fato de serem comuns a todos, acabarão concordando com o ponto de vista do orador. De maneira que, depois de algum tempo, elas começarão a imaginar que, pelo fato de possuírem a mesma identidade, a forma de pensar é a mesma. Como conseqüência, vão se desarmar das resistências, sairão da posição defensiva e passarão a acompanhar seu raciocínio com interesse.

Não use palavras vulgares. Existe um inimigo eficiente para acabar com a imagem de uma pessoa e comprometer sua credibilidade: é o uso de palavras vulgares. Algumas pessoas imaginam, errônea ou ingenuamente, que, usando palavrões e gírias, estarão projetando uma imagem descontraída e natural. Ao contrário, quem se expressa com esse tipo de vocabulário, com o tempo tem sua imagem desgastada, deteriorada e, como conseqüência, corre o risco de enfraquecer e prejudicar sua credibilidade. No meio tradicionalista isso é muito intenso.

O Medo em alguns momentos pode gerar o que chamamos de “Branco”. “-Deu branco” – dizem – na verdade, o sistema nervoso gerou uma pequena pausa, pela qual o orador não esperava, e de repente vê-se perdido frente ao público sem a informação que deveria passar naquele momento.  O importante neste momento é não ficar desesperado, pois este é um veneno para a apresentação, pois se o orador for dominado por ele, pior será a busca do caminho para a saída da situação.

Ao perceber que “deu branco”, tem que se tentar apenas uma vez lembrar a informação. Se não conseguir resgata-la na primeira tentativa, repita  uma frase anterior como se quisesse dar ênfase àquela parte da mensagem, pois é bem provável que, ao chegar ao ponto em que deu o branco, a informação surja naturalmente.  

Vale a pena lembrar: “ovelha não é pra mato”. Esta frase diz tudo! Durante os festejos farroupilhas vimos em muitos lugares pessoas “tentando” transmitir uma mensagem ao microfone. Nem sempre o melhor radialista é o melhor mestre de cerimônia, ou o declamador/poeta fazendo narrações. Para cada atividade existe alguém especializado. Determinados momentos precisa emoção, parcimônia ou voz super impostada.

Rogerio Bastos BLOG: http://rogeriobastos.blogspot.com


PARTE 03: Como superar os principais medos de falar em Público

08/08/2011 Mesmo o orador mais experiente tem que lutar contra o nervosismo. Vem a tona o medo de um desempenho fraco, o medo do público, ou mesmo, o medo que o material que preparou, não seja suficientemente bom para a platéia que o assiste. Temos que ter o discernimento de saber aproveitar o medo que nos assombra em algo que nos impulsiona, separando-o do medo que nos debilita.
Comece usando bem sua expressão corporal, cuide da respiração, procure respirar pelo nariz, para não deixar a boca seca. Para que possas usar bem a expressão corporal, evite falar o tempo todo com as mãos nos bolsos, braços cruzados ou para trás.

Evite manias como: ficar esfregando as mãos, coçando  a cabeça ou fazendo coisas que chamam mais a atenção dos ouvintes que sua própria fala. Faça gestos harmoniosos, com ritmo e cadência da fala. Ao gesticular, de maneira geral, faça os movimentos acima da linha da cintura e mantenha o gesto até completar a informação, antes de volta a posição inicial.

Um medo muito comum é o de olhar a platéia, o medo do público. Lembre-se que o público não está lá para derrubá-lo. Na verdade, estão lá para saber da informação que você porta. Eles estão lá, prontos para aplaudi-lo, empolgados com o fato de poder ouvi-lo.  Lembre-se que você é o especialista naquilo que vai falar. Transmita a sua empolgação, com paixão, identifique-se com seu ouvinte. Faça o público ver que está seguro.O medo mais fácil de superar é o medo de que seu material não esteja suficientemente bem preparado.  Prepare seu material com cuidado. Pesquise, prepare. Quanto mais completo seus preparativos, mais você estará convencido de que seu material é muito bom. Não esqueça que a prática trás a perfeição.

O importante mesmo é ter confiança em si. A força que vem de dentro, da superação, saturando a mente de pensamentos positivos. É fundamental romper a barreira do MEDO, que nos tenciona permanentemente. Admita o seu medo, reconheça que todo orador o tem, compreenda de onde se origina. Utilize a energia que o medo produz para impulsioná-lo, nunca o demonstre. Encare o público com um parceiro lhe esperando para contar um “causo”, para uma “prosa”. Combine a boa preparação, com a experiência adquirida a cada oratória.


PARTE 02

25/07/2011 Começamos falando o poder que possuí o orador quando dirige a palavra ao público. Vamos continuar dando dicas importantes para você sobre ter confiança e capacidade para encarar grupos de pessoas.

Confiança e capacidade de falar andam de mãos dadas. Quanto mais falamos, mais confiantes nos tornamos. Ler muito é fundamental para os oradores.  Lembre –se, para perder o medo (síndrome da fala em público), que fostes convidado por que és o especialista na área, você domina o assunto, sabe mais que a platéia, caso contrário, você estaria sentado e o público no Palco palestrando.

Prepare seu discurso com muita atenção: Pesquise, prepare-se. Serás cobrado por isso. Quanto mais completo seus preparativos, mais vocês estará convencido que o material é bom.Passe e repasse o material. A prática traz a perfeição. Treine muito. Vença o medo:

- Admita o medo e compreenda-o;
- Medo é uma coisa normal, não é ausência de coragem, e precaução;
- encare o público como um aliado; não demonstre seu medo;
- Crie truques para espantar o medo;
- Acredite em Você, tenha fé, confiança, e prepare-se bem.

Para ser um bom palestrante ou orador, deixe de lado os subterfúgios da fala, como o uso de “nés”, “entendeu”, “percebe” e toda sua vasta família. Para eliminação dos desagradáveis “subterfúgios” da comunicação, o primeiro passo é tomar consciência da existência deles. Quando fores alertado desses inconvenientes, tente gravar sua fala, peça ajuda aos amigos.

Se você estiver inseguro, a tendência é falar como se estivesse perguntando, mesmo nos momentos em que deveria fazer afirmações.  A sua insegurança se demonstra quando ao final de sua frase, você parece perguntar: “Estou falando bem, né?”. Assim sendo, quando sentires que sua fala está mais para interrogações, com característica de perguntas, procure mudar a maneira de falar e se expresse com afirmações.

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PARTE 01

18/07/2011 Tudo o que falamos e a forma como falamos interferem no andamento da sociedade, dependendo do grau de destaque que se tem, pode-se mexer até mesmo na economia mundial, alterar bolsas de valores com declarações, conseguir um emprego, convencer multidões, etc. Este espaço, no Portal Somos do Sul, será um apoio, a aqueles que falam em público, que se comunica com intensidade, a aprender a tornar essa comunicação mais interessante, mais convincente.

As dicas e sugestões que seguirão sendo apresentadas durante as próximas edições neste espaço, servirão para instrumentalizar peões e prendas para concursos, para invernadas apresentarem seus trabalhos nos Seminários, instrutores, professores e patrões em suas oratórias, ou mesmo quem trabalha com cerimoniais nos galpões e nas regiões tradicionalistas.

Há mais de três mil anos foi encontrada a seguinte inscrição numa tumba egípcia: “Tornar-te um artista da fala, pois assim terás o domínio sobre os demais.” Falar em público refere-se à capacidade de transmitir idéias, de informar, de convencer  as pessoas.  Ser um bom expositor torna você visível, destacado, em foco. Fazer uma exposição em público é fazer propaganda com sutileza, exibindo habilidades, sem apregoa-las. 

Alguns elementos podem fazer a oratória fracassar, fique atento:
- Nunca vacile na oratória, seja firme, convincente, ou seu interlocutor não confiará no seu discurso.

- Se não tiver base de apoio  suficiente para suas idéias, conceitos ou informações, poderá perder a atenção do público.

- Não falhe por essa falta de base teórica e nem pelo excesso, não encha o público de informações técnicas, pois a palestra, a exposição, não é pra dar diploma de doutor ou mestre, mas para despertar a vontade daqueles que querem mais informações.

- Não deixe sua voz cair na monotonia, com um discurso frouxo, mesmo estando convicto da palestra, ao chegar à frente do público, sua voz diz que não irá convencer nem você mesmo.

- Mau humor é o maior inimigo do palestrante. Não seja mal humorado e nem chato. Não que isso diga que você tenha de ser um “palhaço”, nem tão pouco tenha de apelar para a vulgaridade.  A ironia com estilo, que subentende uma informação, além de demonstrar inteligência, brilho e preparo intelectual, levará o público a ficar ao seu lado. A platéia deve ser estudada antes de qualquer tentativa de brincadeira, pois se usar uma ironia, e tiver de explicá-la, significa que sua atitude não foi bem interpretada pelos ouvintes.

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master_foto_260x180ROGÉRIO BASTOS

Formado em História pela FAPA onde fiz Pós Graduação em História contemporânea, Pós Graduado pela FIJO/PUCRS em Administração no Terceiro Setor e Pós Graduando em Gestão Cultural no SENAC...

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