A economia do Rio Grande do Sul tem suas raízes nos antigos gaúchos que habitavam os nossos pampas, marcados pela vida no campo e criação bovina. Historicamente a presença do gado foi o principal atrativo para a fixação em nossas terras, pois garantia a alimentação e permitia lucro com sua exportação e venda de couro. Dessa forma é que se desenvolveram os primeiros negócios no estado.
A produção econômica segue esta linha: pecuária, seguida da agricultura de subsistência, depois comercial (monocultura e policultura destinadas ao mercado consumidor) e industrialização. A importante presença da produção primária na composição da riqueza proporcionou condições para a criação de indústrias com foco agropecuário. O Rio Grande é conhecido como o celeiro do Brasil.
A produção agrícola inclui as culturas de soja, trigo, arroz e milho. Na pecuária, destacam-se as produções de bovinos, ovinos, eqüinos, cavalo crioulo e suínos.
Nas atividades industriais destacam-se as indústrias de couro em geral, calçados, alimentícia, têxtil, madeira, metalúrgica, química, de fertilizantes e implementos agrícolas.
Outro setor que move a economia gaúcha é o turismo, muitas vezes baseada nos extremos de calor no verão, e o intenso frio com o vento minuano soprando no inverno, como dizem por aqui ... de “renguear cusco”.
A economia divide o estado em 3 partes:
Região Norte: segue um regime de pequenas e médias propriedades com cultivo de milho, soja, feijão e trigo. A modernização da agricultura trouxe o desenvolvimento industrial de produtos agrícolas, destacam-se os municípios de Passo Fundo, Erechim e Santa Rosa.
A região da serra gaúcha é rica em atividades industriais, cultivos e principalmente o turismo. As cidades de Gramado e Canela são verdadeiros jardins floridos com avenidas plantadas de hortênsias e seus recantos como a Cascata do Caracol e o Parque do Lago. O Itaimbezinho, famoso canyon, localizado em Cambará do Sul, é um dos mais belos espetáculos da natureza e uma das grandes atrações turísticas do sul, em que os verdes campos são "rasgados" ligando bruscamente a serra ao mar próximo.
Região Nordeste: é a região que concentra a maior parte das nossas indústrias, resultando em maior contingente populacional e num processo natural onde se desenvolve a prestação de serviços. A região metropolitana de Porto Alegre é voltada à produção de bens como calçados, petroquímica, componentes e montagem de carros e computadores, bem como serviços, principalmente na área da informática, da saúde, do turismo e da educação. Além da capital destacam-se Canoas, Novo Hamburgo, Gravataí e São Leopoldo.
Região Sul: é a nossa região mais rural que abrange a fronteira oeste, a campanha gaúcha, a região central e sul. É mais voltada à pecuária extensiva e produção de arroz em larga escala. Algumas indústrias se concentram nas cidades de Rio Grande e Pelotas. O sul do Rio Grande é constituído de extensos campos, em planícies sem fim, o nosso pampa gaúcho. Já produzia, nos bons tempos, tempos das vacas gordas, mais de 50% da riqueza do Estado. Pelotas na época das charqueadas chegou a competir em riqueza com a capital Porto Alegre. Outras cidades importantes desta metade sul são: Santa Maria, Bagé, Santana do Livramento, São Gabriel, Alegrete,São Borja e Uruguaiana.
Os costumes da sua gente que preserva até hoje suas tradições onde quer esteja, o clima da terra e a mistura de raças fizeram deste pago uma forte potencia econômica. Atualmente, a economia gaúcha tem o segundo maior parque industrial do Brasil, exporta mais de seis mil produtos e está presente em todos os continentes.

