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Giovani Dalmas, jovem músico que vem trilhando um caminho de sucesso. Decidido sabe o que quer da vida, entre muitas atividades musicais ainda encontra tempo para ajudar crianças em sua cidade, veja a entrevista que ele nos concedeu:

Somos do Sul:
Giovani, você é um músico jovem e talentosíssimo, toca vários instrumentos, domina bem as cordas, é "penteado no cavaquinho"! Como surgiu seu interesse pela música, que idade você tinha?

Giovani: Sempre gostei de música, mas nunca pensei em tocar um instrumento (quem me dera ser músico) e ter um estúdio de gravação então, era algo surreal, mas aconteceu. Eu tinha 15 anos e queria aprender bateria, mas acabei por aprender violão, pois assim eu já teria um professor, meu avô Romualdo. Lembro-me de ir toda semana à casa do meu avô durante alguns meses, sempre fui muito dedicado, e depois disso, fui-me "virando" sozinho.

art9Somos do Sul: Como todo bom Gaúcho, você foi criado num meio bastante musical e numa família muito musical! Além da sua Família, quais foram as suas principais influências na música, regional, nacional e internacional?
Giovani: Na época, escutava bastante rock, como Rush, Deep Purple e Iron Maiden que meus amigos gravavam em fita K7 pra mim. Aparelho de CD estava recém aparecendo no mercado e era "coisa de rico", não pra mim! Mas eu nunca tive preconceito quanto aos estilos, ouvia de tudo e aproveitava o que eu achava interessante. Lembro que eu ficava na rádio gravando as músicas que me chamavam a atenção em K7 pra depois tentar tocar junto. A internet veio bem depois, eu tinha um único amigo com internet nessa época, e também era caro, e lento, mas às vezes conseguíamos imprimir alguma coisa na matricial do pai dele. Quando eu comecei a aprender, meus ídolos eram meu avô e meus tios, pois eu podia vê-los tocar e pensava que nunca ia tocar como eles. O apoio deles e de meu pai foi muito importante.

Somos do Sul: E hoje, o que você gosta de ouvir? (Quais músicas te falam à alma, te elevam o espírito, que tipo de som empolga o músico que mora dentro de você?)
Giovani: Sempre prestei mais atenção nas melodias do que nas letras. Gosto muito de música instrumental, ou músicas com letra, mas com conteúdo de bom gosto.
Não sei dizer qual tipo de música eu prefiro, mas quando ouço, presto atenção em tudo, quanto mais rica e de bom gosto, tanto letra quanto música, mais eu gosto.
Somos do Sul: E o que você gosta de tocar? (Que tipo de instrumento e que tipo de música)
Giovani: Dou um dedinho (o do pé, de preferência) pra estar tocando algum instrumento. Seja qual for o estilo e seja com quem for. No meu estúdio às vezes tenho que produzir sozinho uma canção inteira, isso me deixa empolgadíssimo, fazer os arranjos de bateria, depois as cordas, os teclados, vocais, sopro, isso é muito bom, pois deve haver sincronia e harmonia. Quero dizer que não se deve pensar apenas num ritmo ou em uma melodia, mas no todo da música, cada instrumento no seu devido lugar, milhões de possibilidades, é algo infinito, sempre se pode ir agregando elementos, e é até meio um paradoxo  pensar que um dos fatores mais importantes em uma produção é saber a hora de parar.
 
Somos do Sul: Você tem uma família que, além de muito musical, é também muitoart10 boa de conversa, pessoas cultas, articuladas educadas, enfim, o que vocês tocam quando estão juntos, que tipo de música vocês ouvem, ou vocês mais conversam mesmo?
Giovani: Na maioria das ocasiões, conversamos em frente à TV ou perto do fogão à lenha no inverno, e ao ar livre no verão.
As conversas são sempre interessantes, assuntos diversos. E quando é pra tocar, gosto de ter um tempo e privacidade, com silêncio, então quando estamos reunidos e alguém quer tocar, normalmente vamos a outro cômodo.

Somos do Sul: Você também é professor de música e faz um trabalho voluntario em sua cidade, com crianças que desejam aprender mais sobre essa arte! Como é esse trabalho? Você tem apoio da comunidade, existe uma parceria do poder público? Como isso acontece?
Giovani: Atualmente, leciono na casa da cultura e é aberta a toda comunidade, de qualquer idade, e há um apoio excelente do poder público municipal e os alunos contribuem com um valor simbólico, caso tenham condições. Tenho turmas particulares também. Somando, são mais de 50 pessoas fazendo aulas comigo hoje. Já dei aula em escolas também.
 
Somos do Sul: Além disso, você também tem um estúdio de gravação! Fale pra gente sobre o seu trabalho no estúdio!
Giovani: Meu estúdio chama-se RGA Studio, trabalho com música e criação de websites (páginas e sistemas para internet).
Eu tenho clientes de todos os estilos e idades, rock, gaúcha, banda, cristã, etc., e essa diversidade me faz crescer musicalmente, além de ter equipamento de qualidade e um ambiente pra isso, me sinto preparado pra gravar e produzir essa arte, e considero muito importante. Sempre há um clima muito bom nas gravações, pois deixo os músicos à vontade pra expor suas ideias, e oriento sempre que possível. O material do RGA Studio está em www.rgastudio.com.br.

art8Somos do Sul: Exercer a profissão de músico, em toda a sua amplitude, parece ser um dos seus muitos talentos! Você também agora, no momento, faz parte de uma dupla! Fale sobre a dupla, como surgiu a ideia, quais são os planos para o futuro?
Giovani: Já toquei em muitos grupos, de vários estilos, isso me ajudou a ter uma visão mais ampla. Nessas idas e vindas, montamos um projeto paralelo chamado Giovani e Ricardo, em 2004, onde compomos canções diversas e músicas instrumentais. Até que esse nome foi crescendo e tornou-se nossa principal atividade. Gravamos um CD romântico/sertanejo em 2005/2006 (Quem inventou o amor) e hoje estamos gravando o terceiro CD, fazendo shows com a banda de apoio pelo sul do Brasil. Nosso material está em www.giovaniericardo.com.br.
 
Somos do Sul: Você mesmo sendo jovem, parece ter encontrado seu caminho, sua realização pessoal e seu sucesso na música, o que é digno dos mais sinceros parabéns porque viver da arte, nunca foi uma coisa muito fácil! O que você tem a dizer para os jovens que ainda estão se encontrando na vida, que buscam uma identidade cultural, uma direção no caminho do sucesso e da realização pessoal?
Giovani: Eu me sinto realizado tanto profissionalmente quanto pessoalmente, não falo de riqueza ou fama, falo de fazer algo que me dá prazer, ganhar a vida com algo que faço de coração. Não me vejo fazendo diariamente algo que não gosto de fazer. Penso que as pessoas (crianças principalmente) deviam se identificar com algumas atividades desde cedo, descobrindo assim o que gostam de fazer, amadurecendo enxergando um futuro nisso, com orientação e apoio dos pais, é claro. Não falo de mimar as crianças, mas ajudar a despertar uma vocação, não só pelo fato de oportunizar, mas também pra ocupar uma ociosidade que por vezes acaba suprida com drogas ou outras coisas. Penso que assim é muito mais fácil "encontrar uma profissão", do que ter que "optar por uma profissão" quando ingressar na faculdade, ou se "submeter a uma profissão" quando precisar de dinheiro.
 
Somos do Sul: O que você acha da iniciativa do nosso Portal para divulgar a cultura e o povo do Rio Grande do Sul para o mundo, que tem por objetivo reunir numa comunidade internacional todos os gaúchos pelo mundo afora, e de levar um pedacinho do Rio Grande para todos aqueles que estão longe do pago?
Giovani: Magnífico! O mundo hoje é carente de iniciativas verdadeiras como essa, cultivar costumes, trocar experiências, zelar pela arte em sua grandeza e não em seu potencial de venda. Penso que já é uma grande rede de integração também, eu já me cadastrei e pretendo fazer muitos amigos aqui, buscar conhecimento, manter contato com amigos distantes, conhecer novos lugares, costumes, e porque não encontrar alguma parceria musical e até mesmo contatos profissionais. Só vejo pontos positivos, então desejo sucesso.

O portal Somos do Sul agradece ao grande Giovani Dalmas pela hospitalidade e por ter aberto seu coração nesta entrevista que foi um prazer para nós realizá-la, um quebra costelas pra ti Giovani e para seus familiares!