
Meu nome é Claiton, nasci em Novo Hamburgo RS, mas moro na Irlanda há mais de quatro anos.
A idéia de estudar no exterior veio através de um evento de intercâmbio do qual participei. O evento proporciona a você a oportunidade de conhecer diversas instituições estrangeiras, conversar com seus representantes e obter todas as informações necessárias para que tenha uma experiência internacional bem sucedida. 
Passar uma temporada de estudos no exterior é o sonho dourado de muitos brasileiros. O caminho é trabalhoso e cansativo, mas profundamente recompensador.
O objetivo era estudar em Londres. Mas devido à dificuldade de entrar no país, surgiu a opção de ir para Dublin, capital da República da Irlanda, por uma agencia que contratei chamada Estudar no Exterior.
Deixei pra trás uma carreira promissora para viver uma nova experiência na Irlanda.
Tomar a decisão de largar tudo para ir viver um tempo em outro país nem sempre é tão fácil quanto parece. Muitas coisas ficam para trás e, para muita gente, sair do Brasil também significa aceitar trabalhos muitas vezes “desprezados” pela classe média.
Cheguei lá em 2007 com visto de estudante. Nas primeiras semanas, morei em casa de família Irlandesa. Isso foi bom para meu aprendizado de inglês. Havia dois Italianos e uma japonesa na casa. 
Na semana seguinte, as aulas começaram. No primeiro dia eu fiz um teste de compreensão auditiva e um teste oral para ser colocado em um grupo adequado.
No começo foi difícil longe de casa e sem conhecer ninguém. Aqui se chove todos os dias e o inglês dos irlandeses não é fácil. Entretanto, as pessoas aqui são muito receptivas.
Ao caminhar pelas ruas da cidade, notei que eu não era o único com aquele sentimento de “estrangeiro num país estranho”, pois Dublin é uma cidade que tem muita gente de todas as partes do mundo. É muito normal caminhar pela rua e ver as pessoas falando outras línguas além do inglês. Sinceramente eu tive dor de cabeça por uma semana, devido à linguagem e diversos sotaques.
Para reembolsar dinheiro numa casa de família, custa caro. Então a única maneira é dividir a casa com outros estudantes. Foi o que eu fiz. Morei numa casa com alunos da Polônia, Eslováquia e Republica Checa.
Meu primeiro emprego foi de “coletador” de copos no principal Pub turístico na cidade chamado Templo Bar Pub. O trabalho normalmente começa às quatro da tarde. À meia-noite os lugares estão lotados, e como normalmente são minúsculos, você tem que equilibrar aquelas pilhas enormes de copos e tentar passar no meio dos frequentadores alguns deles já evidentemente bêbados sem derrubar nenhum copo. Mais ou menos às duas da manhã, os “bouncers” (leões de chácara de pub) já terão “limpado” o lugar, ou seja, expulsado todo mundo, pois aqui os lugares fecham muito cedo. Aí é só deixar tudo limpo e arrumado. Trabalhei por um ano neste local até que surgiu a oportunidade de trabalhar numa rede de academia esportiva, estou lá até hoje no Atendimento ao Cliente.
Então um dia conheci no Pub onde trabalho alguém daqui e me apaixonei, decidi então ficar em Dublin, vivendo este momento. Hoje estamos juntos a mais de três anos e viajo ao Brasil todo ano para rever a família e os amigos.
Além do meu inglês impecável, aprendi espanhol e italiano através de amigos. Conquistei autoconfiança e muitas amizades.
Nos feriados e nas férias, eu aproveito para viajar. Visitei mais de 25 cidades na Europa. Para quem nunca viajou de avião fora do estado antes, estou indo muito bem. A vantagem é que aqui é fácil e barato de viajar.
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Pra finalizar, afirmo que o desafio é grande, as dificuldades são constantes e diárias. E para todos aqueles que um dia tiverem a oportunidade de estudar fora do país vai um conselho: Saber o idioma não basta, é preciso vivê-lo, amá-lo e conquistá-lo.
E continuarei a amar meu Rio Grande do Sul onde eu estiver.
O Portal SomosdoSul manda um forte quebra costelas ao nosso amigo Claiton, que tu tenhas muito sucesso! E se tu está longe do nosso amado Estado envie também sua história ela poderá ser contada aqui. ( conteudo@somosdosul.com.br )


