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Cantora e orientadora de música. Missioneira, de ancestrais guaranis, radicada em Dois Irmãos, com seu trabalho autêntico em cantar as raízes de nossa música.

Com estilo próprio, inconfundível, esta missioneira, com seu mais novo trabalho “De alma e Procedência Guarani”, vem encantando plateias do Brasil e exterior.

Começou sua carreira como cantante em 2004, com uma belíssima e vasta trajetória:

Campeã de rodeios, participando ativamente dos festivais em todo estado, como o canto moleque e Califórnia Petiça Internacional, Expointer, Fest-Feira, Cante Encante, lançamento do 1º canto missioneiro, na vitrine gaúcha. Coxilha nativista de Cruz Alta e Guyanuba da canção, Gruta em Canto, 24º Carijo da Canção Gaúcha, 2ºConvenção Nativista de Júlio de Castilhos, cante uma canção em vacaria, entre outros.

Com três trabalhos gravados:
CD Guitarra Companheira
CD Clássicos do Nativismo
CD De Alma e Procedência Guarani

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SDS: Com quantos anos você começou a cantar?
Nina: Acho que sempre cantei, quando guria nas rodas de mate e  em rodeios. Mas, guardo como lembrança, como marco inicial,  a California Petiça de Uruguaiana de 2004, quando eu tinha 14 anos. Quando realmente senti que estava onde queria estar a vida toda, no palco, respirando musica, enfim fazendo dela minha vida.

SDS: Para a mulher no rio grande do sul é mais difícil a carreira de cantora?
Nina: Esta é uma questão já cultural, os peões cantam com empolgação suas façanhas, seus amores,  e as prendas cantam com suavidade e recato sobre amores e paisagens. A dificuldade fica comprovada pelo quase insignificante numero de cantoras. As oportunidades pra mulher são mínimas, mas estamos aí corajosas e insistentes com carreiras paralelas, como eu, formada em musica, leciono musica e estudo Jornalismo, para nos mantermos cantando  representando a mulher gaúcha e romper as barreiras deste universo musical tão masculino.

imagens_artigos2SDS: A beleza atrapalha ou ajuda no crescimento profissional?
Nina: A principio não acredito em crescimento profissional sem talento e sem autenticidade. A beleza física pode até ajudar na questão da aparência, mas nunca será fator determinante de competência, aí já vale o velho ditado, quem não tem competência não se estabelece aqui na nossa terra, diria que não se cria.

SDS: Qual seu ultimo trabalho e o que vem pela frente?
Nina: Meu mais novo trabalho é o CD Demo DE ALMA E PROCEDÊNCIA GUARANI. Trabalho este em que busco resgatar as nossas origens musicais, revelando assim minha própria origem.  Tenho junto com meu grupo o objetivo de levar este show para todo o Brasil, pois trata-se de um passeio musical e cultural pelas mais de trinta Missões Jesuíticas.

SDS: O que você acha do tradicionalismo?
Nina: Partindo do ponto que o tradicionalismo tem a função de preservar nossas tradições é fantástico. O Movimento tradicionalista  e´ importante, tem sua função de coordenar, agregar e fundamentalmente difundir como tem feito Brasil afora. Sempre me preocupo muito com o futuro do tradicionalismo por que o poder parece ser sempre parceiro da corrupção e de favorecimento de alguns e isto certamente não é bom em organização nenhuma.

SDS: E a Tchê Music ?
Nina: A música é algo universal, e acho que cada estilo tem seu espaço, seu lugar.

SDS: Qual o seu recado para nossos jovens?
Nina: Que estudem, se preserve das drogas, se conservem íntegros e dignos. Que conheçam sua cultura, sua própria historia, que vivam conforme suas origens e que acima de tudo sintam de suas origens, assim como eu sinto, orgulho de ser gaúcha. Gracias.

 


Contatos para show
Cláudia Kunst
51 84519077 | 9549-7079
claudiakunst@hotmail.com.br