
Émerson Ferreira da Rosa, mais conhecido como Émerson (Pelotas, 4 de abril de 1976), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como volante.
O capitão original da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2002, Emerson deslocou seu ombro esquerdo no treinamento antes do primeiro jogo;
Cafu o substituiu como capitão e o Brasil seguiu rumo ao título. Participou da Copa do Mundo de 2006, sua última competição com a Seleção Brasileira.
Émerson encerrou sua carreira de jogador em 2010.
Times em que jogou
1994 a 1997 Grêmio de Futebol Portoalegrense
1997 a 2000 Bayer Leverkusen
2000 a 2004 Roma
Desde 2004 Juventus
Títulos conquistados
Copa do Brasil: 1994
Campeonato Gaúcho: 1995 e 1996
Copa Libertadores: 1995
Recopa Sul-Americana: 1996
Campeonato Brasileiro: 1996
Campeonato Italiano: 2000/2001 - 2004/2005 e 2005/2006
Copa América: 1999
Copa das Confederações: 2005
SDS: Emerson, você sem dúvida é um dos jogadores mais reconhecidos e admirados do sul e do brasil. conte-nos sobre o início de sua carreira, em quem você se espelhou?
Emerson: Comecei praticamente como 99% dos garotos, jogando pelos bairros de pelotas no futsal e depois quando cheguei a idade de 11 anos comecei no futebol de campo, sempre tendo como ídolo o Zico quando jogava pelo flamengo.
SDS: Conte-nos sobre a emoção de ter sido pentacampeão do mundo em 2002.
Emerson: Sendo bem sincero com a questão, não me sinto pentacampeão, já que naquela ocasião acabei machucando o ombro e ficando fora da competição, mas a emoção de jogar pela a nossa seleção é muito grande, saber que você está representando seu País e ter chegado ao máximo da carreira.
SDS: Gaúcho por excelência, nascido filho do pago, como você vê a importância de valorizar a tradição para se manter a força da identidade cultural de um povo?
Emerson: Uma das coisas importantes falando de futebol também é essa mistura de tradições que temos no nosso País, quando você tem a seleção brasileira como a mais forte do mundo e vai avaliar o porque,entra na questão esse misto de tradições e culturas do nosso País, onde entra o gaúcho com a sua raça, determinação e uma enorme facilidade de adaptação principalmente nos climas da Europa, por isso manter a tradição e suas raízes é fundamental para o crescimento de cada um de nós, e o gaúcho sempre faz historia por onde passa.
SDS: Em sua opinião, qual a importância dos CTG’s no Brasil e no mundo afora para reunir a comunidade gaúcha, resgatar e perpetuar os valores da tradição?
Emerson: Infelizmente hoje estamos no mundo da informática e da tecnologia, muitas dessas tradições que nossos pais vivenciaram por anos estão sendo esquecidos, o respeito da tradição e os costumes das famílias hoje não são apreciados pelos jovens e isso nos faz ver como está o mundo de hoje, porque a família é à base de tudo e quando o meu pai me fala que muitas coisas que acontecem hoje não aconteceriam no seu tempo me faz acreditar que estamos perdendo os valores e princípios,então nada melhor que resgatarmos algumas coisas do passado para melhorar a situação atual. Colocar uma bombacha hoje em dia e sinônimo de gozação, para mim significa o orgulho de ser gaúcho.
SDS: O gaúcho é um povo musical por natureza. Uma gente que sabe a hora de trabalhar, de descansar proseando e tomando um mate e se divertir num fandango. Como você define a importância da musica no universo cultural do gaúcho? Quais seus músicos preferidos?
Emerson: Para ser sincero com a minha rotina quando criança (só jogava futebol) ficava um pouco afastado dos CTG’s na verdade até acompanhava meus pais mas ficava do lado de fora jogando bola com as outras crianças (risos) e talvez também por ser muito tímido na minha infância não conseguia dançar (risos) mas adorava ver as apresentações, a música gaúcha ela é muito valorizada no nosso estado menos fora dele, mas sabemos da importância que e a música gaúcha é para o nosso povo, temos o Kleiton e Kledir, Tche Garotos e muitos outros.
SDS: Você tem notado um movimento, ou certa tendência das novas gerações em se resgatar o orgulho de ser gaúcho e valorizar mais as origens, as raízes e a tradição?
Emerson: Acho que muito pouco, como eu falei antes os jovens estão mais nos computadores e jogando vídeo games, isso com certeza atrapalham esse resgate da cultura e das tradições.

SDS: Em sua opinião, qual o papel da mídia, seja ela eletrônica ou escrita em divulgar a cultura gauchesca ou de reunir comunidades que ostentem o orgulho de ser gaúcho e difundir a tradição?
Emerson: Muito importante a divulgação, a mídia quando falada ou escrita consegue tirar a inibição das pessoas, dando muito mais força para resgatar os interesses, por isso a mídia e fundamental nesse processo.
SDS: Qual é sua atividade atual e quais os planos do jogador Emerson para o futuro?
Emerson: Hoje estou focado em um projeto, um centro esportivo para formação de cidadãos e atletas de futebol, foi construído na minha cidade natal Pelotas e se chama Fragata Futebol Clube, temos as categorias sub 17, 15,13 e vamos começar com a escolinha daqui a 2 meses, realizaremos trabalhos sociais com as crianças, está sendo para mim a realização de mais um sonho na minha vida.
SDS: Você possui um colchão Gazin em casa, em sua opinião, qual a importância de uma boa noite de sono para a motivação do dia-a-dia?
Emerson: Quando estive na TV Bandeirantes acabei ganhando um colchão, mas está na casa da minha sogra, e conheci também algumas pessoas da empresa em um evento em Curitiba e quero parabenizar a Gazin pela sensibilidade e valorização que demonstrou naquele evento com os seus funcionários, nada melhor que um atleta profissional para falar sobre a importância de uma boa noite, porque os treinamentos são bem pesados.
SDS: Nós do portal Somos do Sul queremos dizer que foi um prazer imenso poder contar com a colaboração do grande Emerson, um dos maiores jogadores do brasil.


