
1 – Juliana você canta desde os 11 anos de idade, tem influencia musical na própria família?
R. Quando eu era criança minha família tinha envolvimento com CTG, então eu sempre estava com meu pai em rodeios, declamava, e aprendi muito cedo a gostar da música gaúcha. Minha mãe também estudou música quando jovem, e sempre tive o incentivo deles para estar envolvida com essas atividades, e demonstrei interesse desde cedo por cantar e tocar violão levei tão a sério, que hoje este é meu trabalho!
2 – Para as mulheres cantoras, as dificuldades são ainda maiores para se destacar nesse meio machista gaúcho?
R. Ainda nos dias de hoje, enfrentamos um pouco de resistência, mas graças a Deus e a muito trabalho, este paradigma vem se modificando, meu trabalho, cantando música campeira, tem tido um impacto positivo nas pessoas e eu estou realizada porque o CD Pampa e Flor vêm me dando muitas alegrias. E o objetivo deste projeto além de cantar as coisas que gosto e que vivencio é justamente colocar a mulher nesse cenário diferenciado dentro da nossa música.
3 – Você quando guria participou de alguma invernada de dança em algum CTG?
R. Na minha cidade (Faxinal do Soturno) tem até hoje apenas um CTG, o Coração do Rio Grande. Comecei a dançar na invernada mirim e depois, ainda muito jovem fui pra juvenil. Quando comecei a cantar os compromissos com a música acabaram envolvendo meus finais de semana e até dias de semana em gravações e apresentações, até que eu não consegui mais conciliar. Sentia muita falta do grupo de danças, e até hoje adoro dançar.
4 - O que você acha da nossa cultura campeira gaúcha?
R. Acredito muito na importância e no nosso compromisso de preservar a nossa cultura através da nossa música. Acho que o que vai levar nosso trabalho adiante é a verdade com que traduzimos esse amor e esse zelo, e nosso respeito com nossa terra, nossos costumes, nossa história e nosso povo.

5 – Você faz parte da nova geração musical gaúcha, e por isso sabe muito bem usar as novas ferramentas de divulgação como a internet. Isso está facilitando seu trabalho como artista?
R. Sem dúvida facilita. Acho que cada vez mais vão surgir novas ferramentas, e a diferença está na forma como as aproveitamos. Por exemplo, hoje através da internet, eu tenho um contato mais próximo com o público que acompanha meu trabalho e a nossa música gaúcha, recebemos um retorno muito rápido das pessoas com relação ao nosso trabalho. É magnífico! Sou adepta, e uso essas tecnologias para divulgar meu trabalho, eu amo conhecer melhor o público e interagir com eles. O resultado tem sido maravilhoso!

6 – Você está namorando Joca Martins, ele está colaborando no seu crescimento profissional?
R. Na verdade como qualquer casal de namorados que tem a mesma profissão, além de namorados, companheiros e amigos, o fato de trabalhamos na mesma área facilita muito para que as experiências de um, ajuda no crescimento do outro. O Joca tem 25 anos de estrada e eu 18 (mesmo que tenha tido períodos em que não me dediquei à carreira de cantora, já são todos esses anos). Tive experiências em outras áreas, como por exemplo, a da administração, que acabam ajudando a nós dois. Sem dúvida existe esta parceria nossa essa colaboração mútua no âmbito profissional. O crescimento de um, acaba influenciando diretamente no aprendizado o no crescimento do outro.
7 – Fala um pouco do seu ultimo trabalho, “PAMPA E FLOR”!
R. Não pretendo que ele seja o último (risos), e sim, por hora o mais recente. Até porque já estou pensando no próximo. Mas, falando sério, o PAMPA E FLOR é um disco que marca minha retomada na música, traz um repertório de acentuação campeira e folclórica, e traz composições de temas fortes, raramente gravados por vozes femininas. Tive o privilégio de reunir compositores importantes da nossa música neste trabalho, motivo de orgulho e alegria pra mim: Joca Martins, Luiz Marenco, Jayme Caetano Braun, Gujo Teixeira, Anomar Danubio Vieira, Rodrigo Bauer, entre outros. O Joca e o Marenco fazem participação especial cantando, além de outros convidados especiais. A produção musical ficou a cargo do Negrinho Martins, e a produção executiva do Joca. Reunimos um time de artistas que admiro e de competência indiscutível no que fazem, é sem dúvida um trabalho especial pra mim, que teve meu cuidado desde a sua concepção, até a sua entrega para a gravadora ACIT, que hoje distribui e me auxilia na divulgação. É um trabalho que me realiza como cantora! E leva em cada canção um pouco das minhas verdades, da minha vivência, do que sinto e penso.
8 – Manda seu recado para os gaúchos, internautas ligados no portal Somos do Sul.
R. Quero agradecer a todos que acompanham nossa música, nossa arte pelo carinho e pela receptividade maravilhosa que tenho tido! Meu site, blog, twitter, facebook, Orkut, etc estão a disposição para que vocês conheçam um pouco mais do meu trabalho e participem comigo desta caminhada! E convido também a todos para acompanharem o programa que apresento todas as quartas pela manhã na www.radiosul.net, a partir das 10h, chamado Pampa e Flor. Gracias sempre!
|
Juliana Spanevello |
|
Juliana é cantora com forte atuação na música gaúcha. Iniciou como cantora aos 11 anos de idade e tem uma passagem marcante em quase todos os festivais de música nativista no Estado do Rio Grande do Sul. Tem mais de 250 músicas registradas em sua voz nos CD's dos festivais. Premiada diversas vezes nestes eventos. Foi a melhor intérprete por dois anos consecutivos da Califórnia de Uruguaiana, um dos eventos mais respeitados da nossa música, pela sua importância na nossa história. Gravou seu primeiro CD com 13 anos de idade, onde teve destaque a música "Estrela Guria". O segundo trabalho, lançado pela gravadora ACIT, teve como destaque a canção "Nos vagões daquele trem". Gravou um CD beneficente para a Liga Feminina de Combate ao Câncer. É integrante do grupo "Mulheres Pampeanas" que lançou seu primeiro trabalho pela Gravadora Vertical em 2007. De janeiro a outubro de 2008, apresentou o Programa "CAMPO AFORA", diariamente das 18h às 20h, na Rádio La Sorella - 90.9 FM. Recentemente foi premiada como melhor intérprete no Festival César Passarinho em Caxias do Sul, no Minuano da Canção em São Pedro do Sul, na Estância da Canção em São Gabriel; na Bateada em Lavras do Sul. Gravou no mês de julho deste ano, o CD PAMPA E FLOR, com produção executiva de Joca Martins, e produção musical de Negrinho Martins, CD este que traz um repertório com acentuação campeira e folclórica, assumindo um espaço diferenciado da mulher no cenário da música gaúcha. |
|
O show |
|
No show “PAMPA E FLOR”, Juliana (acompanhada de um quarteto de músicos) apresenta o repertório do novo CD, que contém regravações de músicas bastante conhecidas e alguns trabalhos novos. Além do repertório do CD, são apresentadas canções consagradas da música campeira e folclórica, ritmos fortes como chamamé, chacarera, polca, milonga e arrabalera, em canções que falam do campo e dos costumes campeiros, da arte dos laçadores, do cavalo, do telurismo e atavismo gaúcho dentre outros temas. (Com o diferencial de raramente estes temas serem cantados pela mulher gaúcha). |

Juliana Spanevello
E-mail: julianaspanevello@yahoo.com.br
Visite o Blog ->www.julianaspanevello.blogspot.com
Twiiter ->www.twitter.com/juspanevello


