Sat05192012

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Últimos Posts

Cédula viva

in Contos by Marcelo Spalding
Cédula viva Faltavam seis dias para o fim do mês, quinze para a chegada do bebê, doze prestações para sair do cheque especial e dez minutos para fechar o banco.

De pai pra filho

in Contos by Marcelo Spalding
De pai pra filho Ele atende. A voz rouca manda descer. E rápido. Desliga antes de ouvir os palavrões. Respira fundo. Ajeita os enfeites sobre a cômoda, põe o revólver entre as calças e o sobretudo. Limpa uma mancha do espelho. Já na porta, calça sapatos…

Marias

in Contos by Marcelo Spalding
Marias Maria acorda, pega ônibus cheio, toma chuva, recebe ordens,

Traição

in Contos by Marcelo Spalding
Traição Teresa freqüenta a casa, mas não está nas fotografias.

Último capítulo

in Contos by Marcelo Spalding
Último capítulo Helena, Nazaré, Maria e Jade saem do trabalho com pressa, carregam pesadas ancas por calçadas quentes,

Cabra-cega

in Contos by Marcelo Spalding
Cabra-cega O lápis encosta na folha branca, amassada, amarrotada, um tanto úmida, mas ainda branca

Melancia - Coco Verde

in Contos by João Simões Lopes Neto
Melancia - Coco Verde Vancê pare um bocadinho; componha os seus arreios, que a cincha está muito pra virilha. E vá pitando um cigarro enquanto eu dou dois dedos de prosa àquele andante… que me parece que estou conhecendo… e conheço mesmo!... É o índio Reduzo,…

O anjo da Vitória

in Contos by João Simões Lopes Neto
O anjo da Vitória Foi depois da batalha de Ituzaingo, no passo do Rosário, pra lá de São Gabriel, do outro lado do banhadode Inhatium. Vancê não sabe o que é inhatium? Ë mosquito: bem posto nome!

Jogo de Osso

in Contos by João Simões Lopes Neto
Jogo de Osso Pois olhe: eu já vi jogar-se uma mulher num tira de taba. Foi uma parada que custou vida… mas foi jogada! Um pouco pra fora da Vila, na volta da estrada, metida na sombra dumas figueiras velhas ficava a vendola do Arranhão; era um bochinche mui…

O duelo dos Farrapos

in Contos by João Simões Lopes Neto
O duelo dos Farrapos Já um ror de vezes tenho dito — e provo — que fui ordenança do meu general Bento Gonçalves. Este caso que vou contar pegou o começo no fim de 42, no Alegrete e foi acabar num 27 de fevereiro, daí dois anos, nas pontas do Sarandi, pras…

Penar de Velho

in Contos by João Simões Lopes Neto
Penar de Velho Conheci, sim, sr., o Binga Cruz, desde assinzinho... Guri levado da casqueira!... E teve um fim que nunca se soube... Pobrezinho... Andaria nos doze anos. Filho único. O pai dele, o velho, recebeu de regalo um bagual picaço sãozito das quatro…

Juca Guerra

in Contos by João Simões Lopes Neto
Juca Guerra Vancê leu ontem no jornal aquele caso do sujeito que atirou-se à água da beira da praia para salvar um fulano que estava-se afogando... quando no aperto chegou um boteiro que levantou os dois… não foi assim?... E o tal ainda ganhou uma medalha do…

Um crime, um sorriso

in Contos by leonardo brasiliense
Um crime, um sorriso Chico Pedreira deu um tiro no vizinho. O homem foi caindo, quase em câmera-lenta, olho esbugalhado no Chico e da boca escorrendo sangue.

O poste

in Contos by leonardo brasiliense
O poste Em momento algum o tráfego parou ou qualquer pessoa deu importância àquela mulher na esquina o dia inteiro.

Batendo Orelha

in Contos by João Simões Lopes Neto
Batendo Orelha Nasceu o potrilho, lindo e gordo, filho de égua boa leiteira, crioula de campo de lei. O guri era mimoso, dormindo em cama limpa e comendo em mesa farta. Já de sobreano fizeram uma recolhida grande, sentaram-lhe uns pealos, apertaram-no pelas…

O vizinho

in Contos by leonardo brasiliense
O vizinho Meu vizinho do outro lado da rua passa a vida olhando a vida - dos outros - pela janela.

Réquiem para Teresa

in Contos by leonardo brasiliense
Réquiem para Teresa Notáveis os olhos de Teresa. Grandes. Inspiravam saudades não sei de quê.

O encontro

in Contos by leonardo brasiliense
O encontro Não deu tempo de esconder a mosca. O homem já esperava há meia hora no restaurante.

A origem do mundo

in Contos by leonardo brasiliense
A origem do mundo Da simplicidade da caixa de fósforos saiu a luz e, dela, a ordem de todas as coisas.

A passagem

in Contos by leonardo brasiliense
A passagem Via o umbigo da negrinha, meio abaulado. Ela chupava cana, e o vento me trazia o cheiro. simplicidade da caixa de fósforos saiu a luz e, dela, a ordem de todas as coisas.

Cotidiano

in Contos by leonardo brasiliense
Cotidiano Do meio da multidão, Efebaldo emergia como um santo rumo ao Céu.

O infeliz

in Contos by leonardo brasiliense
O infeliz Bobagem essa chatice do contista achar que Edilma Só, doméstica, meio salário por mês e folga domingo sim, domingo não,

A bela

in Contos by leonardo brasiliense
A bela A mesa de cabeceira, redonda, setenta centímetros de altura. Madeira nobre, Ocotea teleiandra, laurácea.

Contrabandista

in Contos by João Simões Lopes Neto
Contrabandista - Batia nos noventa anos o corpo magro mas sempre teso do Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de contrabandistas que fez cancha nos banhados do Ibirocaí.Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da…

Os cabelos da china

in Contos by João Simões Lopes Neto
Os cabelos da china - Vancê sabe que eu tive e me servi muito tempo dum buçalete e cabresto feitos de cabelo de mulher?…Verdade que fui inocente no caso.Mais tarde soube que a dona dele morreu; soube, galopeei até onde ela estava sendo velada; acompanhei o…